Perfil Profissional
A formação em engenharia de pesca é uma habilitação que integra a
área das ciências agrárias e qualifica, em nível superior,
profissionais para a intervenção técnico-científica em aquicultura,
pesca e tecnologia do pescado, bem como em atividades de pesquisa e
extensão na área de biotecnologia e demais serviços voltados à
aquicultura e pesca, constituindo-se, desta maneira, em uma área do
saber que intervém na realidade com base científica própria.
Desta maneira, o engenheiro de pesca deve ser um profissional capaz
de entender com clareza a dinâmica da realidade em que atua, para que
possa propor efetivamente atividades que transformem o quadro
atual dos produtores, industriais e pesquisadores envolvidos com
atividades de pesca da região.
Mercado de Trabalho
No Brasil, o grande polo pesqueiro está no Nordeste, Norte e Sul.
"Mas a mão-de-obra não se localiza somente no litoral, porque nosso
país tem o maior potencial de água doce do mundo", explica o
presidente da FAEP-BR (Federação das Associações de Engenheiros de
Pesca do Brasil), Leonardo Teixeira de Sales.
As
perspectivas do mercado são otimistas. "Não há um horizonte de queda
porque o Brasil é muito jovem nessa atividade. Acredito que nos
próximos 15 ou 20 anos continuaremos crescendo na produção pesqueira",
afirma Teixeira. "A expectativa é de crescimento, ou seja, o Brasil
apresenta um dos maiores potenciais para a aquicultura
continental e marinha do mundo, além da pesca. A Aquicultura se
apresenta como uma das atividades de produção de alimento que
mais cresce no mundo atualmente. Vejo que os futuros
profissionais devem exercer a profissão obedecendo aos conceitos
do desenvolvimento sustentável, baseado na eficiência econômica, na
equidade social e na prudência ecológica, permitindo produzir e
explorar organismos aquáticos ao longo do tempo", destaca o
profissional Rodrigo Campagnolo.

Há
opções de trabalho também no exterior, já que o engenheiro brasileiro
é muito bem visto lá fora. Tanto que muitos engenheiros do Brasil já
atuaram ou atuam na FAO (Food and Agriculture Organization), uma
organização internacional que trabalha com estatísticas, ordenamento e
administração de recursos alimentares. Porém, Bombardelli ressalta:
"Todo profissional de terceiro mundo sofre uma certa discriminação
independentemente da profissão". A maior dificuldade que os
engenheiros de pesca encontram é a falta de reconhecimento da
profissão, o que acaba dando espaço para biólogos, zoólogos e
oceanólogos dentro da área. "Os primeiros profissionais que se formaram
sentiram muita dificuldade em ter credibilidade, porque as pessoas
não conheciam o trabalho. Mas é uma desvantagem que com o passar do
tempo será superada", acredita o coordenador.
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Fonte: Colégio GGE
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